A entrada num novo ano continua a ser acompanhada por crenças e rituais que prometem sorte, prosperidade ou proteção contra o azar. Apesar de não existirem provas da sua eficácia, as superstições de Ano Novo mantêm-se vivas e repetem-se de país para país, assumindo diferentes formas, mas com o mesmo objetivo: começar o ano com o pé direito.
Em Portugal, a tradição das 12 passas continua a ser uma das mais populares. À medida que soam as doze badaladas, muitos aproveitam para fazer um desejo por cada mês do ano, geralmente acompanhados por um copo de espumante.
Noutros países europeus, há rituais menos conhecidos. Na Dinamarca, por exemplo, é costume saltar de um sofá ou de uma cadeira à meia-noite, num gesto simbólico de “entrada” no novo ano. Acredita-se que o salto afasta o azar e garante um recomeço mais auspicioso.
Já noutras culturas, o barulho assume um papel central. Em vários países, bater panelas e frigideiras não serve apenas para festejar, mas sim para afastar más energias e espíritos negativos, numa crença antiga associada ao poder dos sons intensos.
Há também superstições ligadas à alimentação. Em algumas tradições, evita-se comer frango na noite de passagem de ano, por se acreditar que a sorte pode “voar” com as asas da ave. Pelo contrário, frutos como a romã simbolizam prosperidade e abundância, sendo consumidos ou adicionados às refeições como sinal de bons presságios.
Fora da Europa, o ritual de saltar sete ondas continua a marcar a viragem do ano em países como o Brasil. Associada à deusa do mar, Iemanjá, esta prática envolve fazer um pedido por cada onda, numa tentativa de atrair proteção e boa fortuna para os meses que se seguem.
Entre crença, tradição e curiosidade, as superstições continuam a fazer parte da passagem de ano. Mesmo sem garantias, muitos preferem não arriscar — afinal, nunca é demais começar o ano com um pouco de esperança extra.
